Minha intolerância
Novembro 23, 2009 at 9:10 am | In Brisas | Leave a CommentTags: introspecção, intolerância
Há quem morra de medo de solidão, quem faça terapia por medo de terminar seus dias sem uma pessoa para lhe segurar nos braços em seu momento derradeiro, há quem faça de tudo para ser aceito, admirado, visto, etc. E tem gente que não. Bom, eu não conheço mais ninguém assim, só eu. Ok, o Gui é um pouco assim, mas em escala muito mais normal que a minha. Talvez eu precise de terapia pra voltar a querer sociabilizar. Não que eu seja um bicho do mato que sai correndo quando alguém tenta se aproximar, ao contrário, manejo bem o sabre do ‘colocar-me ao alcance da limitação alheia’, mas por pouco tempo.
Em geral não demora nada pra aparecer a real, a máscara cair e as pessoas perceberem que, bem, esta mulher não é muito normal e é bem intolerante. Mas ultimamente, graças à web, até que não me sinto tão singular. Gosto do fato de não precisar me expor à estupidez contagiosa de cara, gosto de saber que posso fechar uma tela e o que não gosto, sai da minha frente. Fácil, confortável, cômodo. Duro é quando entro em contato com um ‘jeitinho Gospel’, por exemplo, ou quando a mulherada me pede conselhos sentimentais, ou alguém me diz que é eclético quando o assunto é gosto musical, e não posso fechar a página e nem ser espontânea nessas situações, pois seria uma grande grosseria da minha parte. Sim, uma coisa que já entendi muito bem na vida é que a franqueza é anti-social. Ontem eu assisti o novo do Adam Sandler, “Funny People”, um tanto autobiográfico, o cara faz o papel de um comediante que tem uma vida rica de merda e percebe que é só um palhaço; quando em uma apresentação ele fala que as pessoas são tão estúpidas que precisam pagar para as entretenham, elas não dão risada. Sim, não tem graça quando é verdade.
Me identifiquei com algumas coisas, eu sou a comediante e todo mundo espera que eu faça aquele comentário maldoso e hilário, que só é levado à sério quando interessa pra alguma fofoca específica. Prefiro me abster do convívio com idiotas por mais inevitável que seja, alguns acham que essa atitude é uma grande idiotice, que se isolar do contato humano me faz perder a sensibilidade e blablabla… Mas não vejo vantagem em conhecer gente mais burra que eu. E muita gente é mais burra do que eu, acreditem. Quando vi esses vídeos senti vergonha por ser humana e viver na chamada ‘era da informação’. Não é questão de ser brasileira, é questão humana mesmo. Os vídeos que seguem ilustram bem nossa pobreza de referências e explicam a razão para a sinceridade ter sido deformada para servir ao humor. Falar a verdade: olha eu falando o que não deveria sem medo de ser feliz pois a web me distancia de qualquer contrariedade sumária – as pessoas que aparecem nesse vídeo deveriam ser castradas para não passar adiante genes tão asininos. Se você não é uma dessas pessoas, talvez ache graça em minha conclusão intolerante e verdadeira.
Brasileiros não são estúpidos 1
Brasileiros não são estúpidos 2
E música pra aliviar a semana que sempre começa numa segunda quando promete ser longa… Bula – Borderlinerz
Sampa se acaba quando apaga
Novembro 11, 2009 at 8:10 am | In Brisas | Leave a CommentTags: brasil
Depois de descobrir que fomos roubados lesados em mais R$ 600 milhões só no primeiro semestre desse ano, ficamos sem energia elétrica e a cidade virou um caos. Sim, virou um caos mesmo, não é eufemismo. O pânico, as pessoas morrendo de medo dentro de suas casas protegidas por sistemas de segurança que dependem de eletricidade, as pessoas nas ruas na escuridão total e com medo de serem assaltadas/estupradas, as pessoas com medo de não conseguirem chegar em suas casas, as pessoas em casa sem poder se comunicar com pessoas que ainda estavam na rua. Causar o pânico é uma boa medida para fazer as pessoas esquecerem que estão sendo prejudicadas. Desde a privatização da Eletropaulo houve tempo de sobra pra investir em geração e armazenamento de energia, alternativas de distribuição, alternativas em geral. Não o fizeram porque queriam lucrar muito investindo o mínimo possível.
Mas como o povo brasileiro é cego, faltar luz é só um desconforto, afinal nem quando estamos em plena luz do dia as pessoas conseguem enxergar que a culpa é delas, afinal somos eleitores.
Música do novo cd deles, que está com uma pegada mais last shadow, mas continua bom: Crying Lightning – Arctic Monkeys (o gui sempre dá risada quando eu falo que nesse clipe eles estão machos pra cacete, pois não saem correndo quando os gigantes aparecem na tempestade… duh, bobalona)
O bom é que é…
Novembro 6, 2009 at 9:39 am | In Brisas | Leave a CommentTags: chata, presunção, tempo
Sexta! Yex! Mesmo não estando mais presa ao estilo burrocrático de 40 horas semanais no trabalho de segunda à sexta, horário comercial, ainda fico idiota quando chega a sexta-feira. Não sei, como se o ‘findi’ prometesse mais, como se a atmosfera mudasse, acho que muda mesmo. Talvez não seja só eu quem sinta, muitos poemas e músicas sobre a sexta o sábado e o domingo foram criados. Coincidência? Bom, existem as músicas alternativas sobre a terça-feira, mas não são alternativas por acaso. A terça-feira bacana é uma alternativa, não uma probabilidade… Né?
Um dia, um cara velho me disse isso: “Você fala tudo com muita certeza, sabia? Já parou pra pensar que isso faz com que os outros sintam-se pouco confortáveis de discordar?” Ele não falou outras coisas legais ou relevantes que eu lembre ainda, na verdade estava tentando me intimidar, mas senti verdade nessa frase que falou, talvez por estar sentindo-se intimidado com minha argumentação nessa discussão específica. Mas desde então passei a observar… E não é que, talvez?
Eu sou a rainha de inventar grandes teorias do nada. Tipo: não sei nada sobre tal coisa, mas sou daquelas que têm uma opinião sobre qualquer coisa. A opinião muda… O conceito muda… Se me perguntar a mesma coisa dois dias depois, a resposta provavelmente será outra. E não vou saber explicar o porquê, mas posso te convencer que a mudança na verdade foi uma evolução e faz todo o sentido do mundo. Você tem que ser muito bom pra contra-argumentar sem perder a calma ou a classe, afinal, que pessoa mais inconstante e insuportável é essa?
Música pra sexta, que eu amo (os 2 S2): Vision of division – The Strokes
P.S: Já reparei que tem tanto post sobre segunda e sexta nesse blog que deveria fazer tags só disso… Né? (tentando não parecer tão super afirmativa ou imperativa… naaaah!)
As pessoas inteligentes
Outubro 9, 2009 at 2:45 pm | In Brisas | 2 CommentsTags: empatia
Eu tenho uma teoria cruel, mas talvez vc entenda o pensamento. De cada 20 pessoas só 2 são realmente inteligentes e com alguma imaginação social. Só que dessas duas pessoas inteligentes uma é boa, de índole amistosa e boa vontade para com o próximo e a outra é mesquinha, de natureza feia e opressora. A primeira pessoa inteligente vai viver sua vida em paz, ser conciliadora e evitar grandes conflitos pois seu grande desejo é ser feliz. A segunda pessoa vai oprimir os outros 18 se tiver chance, pois seu grande desejo é ter (poder, reconhecimento, dinheiro).
Quero acreditar, pois sou uma altista cega, que a maioria das pessoas inteligentes são do primeiro tipo, e acho que são tão culpadas quanto o opressor das 18 pessoas medíocres por todo o mal que há na sociedade, pois são omissos. A classe média está aí e confirma minha teoria todo dia, assim como antes estava a burguesia e todas as outras maiorias influentes da História (ou só eu vejo isso, afinal, sou uma altista cega). São esses 10% de seres humanos os responsáveis por nossa evolução e/ou estagnação social, e como acredito que a natureza do ser humano seja imprevisível, nada impede que o primeiro grupo de sabichões torne-se o segundo com o tempo ou vice-versa, a maior responsabilidade pelas mazelas da História é do grupo que for maioria.
Agora o que não consigo confirmar com certeza é qual o grupo mais numeroso hoje em dia. Apesar de querer acreditar que a maioria das pessoas bem sucedidas e inteligentes sejam boas em sua natureza e omissas em suas atitudes, não tenho certeza – só esperança. Eu deveria estar escrevendo, eu sei, esse texto saiu sem querer quando estava lendo um outro.
Suspensão da pausa dramática está suspensa até o fim do mês… Eu juro
Bjsss e música: Say it ain´t so – Weezer
Ocupada
Setembro 14, 2009 at 12:44 pm | In Brisas | 3 CommentsTags: escrever
Domingo, acordo e… vou escrever, antes de dormir também… Tenho que entregar meu livro até o dia das Bruxas, é sério. Cansada e caindo pelas tabelas, por isso ando escrevendo pouco aqui, por isso que estou ausente… Não que as idéias me deixem em paz, não é isso… tenho ganas de vir aqui e soltar os dedos, mas ocupa algum tempo, fico pensando na vida pra escrever, é uma coisa natural e gostosa, acabo me distraindo do que realmente preciso fazer, fazer um texto direcionado é mais simples do que escrever meu blog, por incrível que pareça. Aqui eu viajo demais… Por isso, sorry… Tem texto pra caramba aí, quem me conheceu ontem pode levar um ano pra ler tudo, se interessar. A quem já leu tudo isso (se é que existe paciência pra tanto) peço desculpas e prometo que quando terminar o livro, volto a escrever gratuita e somente pelo prazer de fazê-lo por aqui… Até logo mais.
Música bem dramática para “pausas” dramáticas: Glory Box – Portishead
Equilíbrio desnatural
Setembro 4, 2009 at 12:08 pm | In Brisas | 1 CommentTags: introspecção
Ou: Como é difícil ter tudo ao mesmo tempo…
Mais ou menos assim, quando está indo tudo bem, alguma coisa atrapalha. Mesmo que não seja um grande incômodo, muitas vezes precisamos agradecer por nossa saúde, família, trabalho, amor… e pensar se todas essas coisas estão bem, se trazem felicidade. Quase nunca tudo está 100% ao mesmo tempo, entende? Como se não fosse justo (ou possível) uma pessoa ser 100% feliz…
Talvez esteja relacionado com nossas expectativas e capacidade de acomodação, algumas pessoas parecem sempre querer mais, então enxergam as adversidades como a própria beleza da vida e o fazem para nunca sentir que estão totalmente sossegados. Talvez a plena satisfação não exista mesmo e a felicidade seja feita do clichê orgásmico de momentos felizes. Quem garante que não é assim mesmo, já que buscamos o prazer da vida deixando tudo mais confortável, porém mais complicado? A tecnologia é um grande exemplo de como buscamos a realização da felicidade através do mais rápido, custe o que custar. Não consigo deixar de pensar agora que feliz é quem conseguiu, depois de conhecer, ignorar a tecnologia… Imagina o trabalho que poderia dar?
A vida é uma brasa, mora? Várias e tantas teorias, afinal tantas são as vidas. E não consigo deixar de pensar o que cada uma conta, quem cada pessoa realmente é qual a razão de sermos tão diferentes e, ainda assim, tão intolerantes… A justiça não é muito amiga da felicidade, a primeira é mãe, a segunda é filha… Lindas e, às vezes, rivais.
Mais Grafite Paulistano
Agosto 25, 2009 at 12:53 pm | In Brisas | 2 CommentsTags: grafite
Música: Hey Hey My My – Neil Young
Cacete é pouco
Agosto 24, 2009 at 1:27 pm | In Brisas | 2 CommentsTags: intolerância, protesto, work
Só pra variar, vamos ler a Lia metendo o pau em tudo, em qualquer coisa que se mova, a vida, as pessoas e a intolerância à lactose. Ok, eu não sei nada sobre lactose, então vou só destilar veneno. Eu não tiro o cacete da boca, mas acho que é pouco perto do que realmente sinto vontade de falar em algumas situações. Principalmente as situações em que sou impedida de realmente dizer o que penso e sinto pelo bem estar da minha situação profissional.
Nada nesse mundo me mata mais do que a hipocrisia. Isso eu não sei contornar, fingir que não acontece. Mas ela acontece o tempo todo, me dá coisas, me atiça a fúria!!! Se meu estômago não fosse forte, teria úlceras. E está tudo bem, sabe? No dia seguinte de assitir ao filme “Sim senhor” com o Jim Carrey, estou particularmente inspirada a viver de maneira mais style, mais do meu jeito, pois é a minha vida, só eu terei de suportá-la até o fim. Sou realmente louca ao ponto de viver a vida do meu jeito, mesmo que isso signifique se dar mal. Quero buscar um novo caminho, um caminho mais flexível, o velho estilo ninja de acreditar mais na minha taba que na dos outros. É triste ver boas ideologias corrompidas pela hipocrisia, mas é o que as pessoas fazem quando percebem que podem tirar dinheiro de quem acredita em idéias.
A Religião (do latim: “religio” usado na Vulgata, que significa “prestar culto a uma divindade”, “ligar novamente”, ou simplesmente “religar”) é hoje um lucrativo negócio. E não precisa nem de Deuses para o culto, basta um ideal razoável, um indivíduo carismático para defendê-lo e você junta um monte de gente disposta a contribuir ($). Não apenas contribuir, como adotar e contaminar o resto do mundo com aquela nova “verdade”. Eu tenho nojo dessa “verdade”. Quem não é capaz de questionar não merece respeito, quem precisa seguir uma ideologia por não ter qualquer bom senso também não merece.
Música hoje: You will leave your mark – A Silent Film
I love the Friday Life!
Agosto 14, 2009 at 7:34 pm | In Brisas | 2 CommentsTags: empatia
Sexta-feira à noite, nada especial. Uma vontade de escrever, uma parceria com o Gui pra ele cuidar do neném enquanto eu escrevo este post sem salvar nem nada. Hoje foi um dia muito estranho, passei o dia todo em reunião no trabalho, senti vontade de não estar lá o dia todo. Era uma reunião de avaliação de competências, onde você é avaliado e avalia todos da equipe. Uma hora você sai da sala e todo mundo fala seus pontos positivos e os “aspectos que podem ser melhorados”. Eu, paranóica… Não me sinto confortável sendo avaliada, apesar de saber que isso é uma constante na vida, blablabla… Mas foi divertido, apesar de tudo. Ver o que as outras pensam sobre outras, nenhum homem na equipe a não ser os chefes, que não estavam lá.
Aí quando acabou, já era o fim do meu expediente, não me vejo fazendo horas extras no escritório também e ficando mais tempo ainda longe do Américo durante o dia. É muito gostoso abrir a porta de casa e ver seu sorriso arteiro, realmente feliz de ver a mamãe e pronto pra brincar. É, estou perdendo tempo de brincar com ele pra escrever, na verdade deixei o Gui dar o jantar hoje, depois vou dar banho. É gostoso saber que o fim de semana está começando, que vou passar dois dias inteiros com eles. Talvez a expectativa torne tudo melhor, pois geralmente não são dias de descanso realmente, mas são dias de união. Hoje foi um dia de união também no trabalho. Talvez não uma união corporativa forte como a dos piratas, que se amotinavam pelo que a maioria considerava mais justo para a maioria. Talvez uma união por perceber que a condição de suspense e exposição é estressante e, infelizmente, pode ser inútil.
Música pros meus amores hoje - O seu olhar – Paulo Tatit e Arnaldo Antunes
O clichê da novidade
Agosto 4, 2009 at 3:19 pm | In Brisas | 7 CommentsTags: presunção, TV
Pode meter o pau em novelas, é tipo clichê, mas funciona pra caramba, principalmente no cybermundinho. Até por que a juventude já trocou as tramas realmente fictícias pela pseudo-verdade dos reality shows. Ok, eu gosto de The Beauty and The Geek e assisti ao último episódio pra me decepcionar com o mauricinho que levou a melhor. Nerds são bem parecidos mundo afora, gostosas também. Nada é mais clichê do que tentar ser autêntico… Mas posso imaginar possibilidades absurdas interessantes para a teledramaturgia. Novelas com núcleos de gravação no exterior sempre ficam mais tempo gravando em lugares miseráveis, posso imaginar várias razões para isso, mas só quero escrever duas: 1- o custo de produção na Índia é bem mais barato que em Oslo, por exemplo. 2- se a população que assiste novela se encanta com as diferenças sócio-culturais indianas é por que a realidade lá consegue ser mais dura que a de cá, se a novela mostrasse uma sociedade mais justa e mais eficiente, a audiência poderia começar a pensar nas razões para a injustiça daqui. Resumindo, novela de pobre pega por que o pobre sempre tem um quê de mártir, o excluído vira herói superando as trilhares de dificuldades.
O melhor da TV são os documentários, pena que eu sempre durmo depois dos primeiros 20 minutos – menos no Borat. Os documentários hoje em dia abusam da critividade e ficam bem parecidos, ou seja, chatos e complicados de acompanhar. Muito ou pouco apelo visual, muita ou pouca música, muita ou pouca atitude. Fico imaginando o que vão pensar meus netos quando acreditarem que O Segredo é um documento visual da minha geração. KSSETI! Mais duro é imaginar que eles vão me perguntar se eu “era fã da Mônica teen”. Os super heróis estão salvando o cinema com filmes que todos sabemos o final, mas mesmo assim pagamos no mínimo 50 conto (entrada+pipoca de ouro do cinema+refrigerante de ouro líquido do cinema) pra ver mais do mesmo, as crianças dos gibis resolveram crescer e negar a grande virtude do papel – aceitar tudo, inclusive a imortalidade, a inexorabilidade. Mas, não! Vamos transformar a fofa da Luluzinha numa Bratz sexy e comercialmente mais atraente. Afinal de contas, onde já se viu uma heroína redondinha, né? Pelo menos tiveram piedade com o Bolinha e não mudaram o nome dele pra Kauã, Caiaque, Ezno ou esses nomes estranhos da moda.
E os desenhos pra crianças??? Deuses, eu poderia ter me transformado numa cereal killer de tanto assistir ao Pica Pau e Tom & Jerry. Afinal de contas, nada era muito pedagógico, os personagens não repetiam as cenas para meu raciocínio pouco treinado acompanhar, a violência que só o papel permite sem sangue e fraturas me fazia rir terrivelmente a cada tiro de espingarda que transformava a cara de alguém em margarida. E eu adoro o Chaves, hoje não tanto quanto na infância, mas eu poderia ser processada por delinquência juvenil se chamasse minha tia-avó de “bruxa do 71” hoje em dia… Mundo estranho? Que nada! Mundo careta… O clichê da novidade faz pressão para a criação de mais merda do mesmo.
Música hojeeeee: Touch me – The Doors
O hábito da criação
Julho 29, 2009 at 2:32 pm | In Brisas, É com a Lia | 3 CommentsTags: empatia, propriedade
A dádiva da criatividade, a inspiração que motiva o fazer, capacidade de inventar. Todos têm isso, só depende do estímulo para aparecer. E tem como ampliar, é só variar o cardápio de vida sempre que possível. Permitir-se viver experiências, buscar novos pontos de vista sobre o que acredita ser o certo, questionar(-se), mudar(-se). Cada pessoa de um jeito, algumas por necessidade de sobrevivência, algumas por vontade de expressar qualquer coisa, todas pode(ria)m criar. É gostoso ver o que criamos, é bacana quando agrada alguém, mas o importante mesmo é funcionar, usar as habilidades que nos tornam seres inteligentes. E expandí-las é questão só de prática. Todos sabemos que tudo isso que eu disse é óbvio, mas sinto que falta ousadia na criatividade em geral. Talvez só na minha criatividade…
Não sei se é o caminho de buscar vários estímulos e estilos de expressão, mas não consigo definir qual é a minha. Insisto em ser plural, isso frustra o aperfeiçoamento. Não considero muito bom quase nada do que faço. Algumas cagadas, coisas por acaso que saem muito melhores do que se eu tivesse planejado, alguma facilidade para aprender certas coisas. Será que dividir a vontade em diversas formas de expressão diferentes torna tudo mais medíocre, mediano? Eu danço, mais ou menos… Fiz ballet e jazz e sempre tive ritmo pra me mexer, ensinei meu irmãozinho a dançar rock dos anos 60 e sou apaixonada pela expressão corporal. Não quis me dedicar totalmente. Pinto, como eu pinto. Pinto painéis e telas com personagens inventados ou existentes de mangás e animes, alguns amigos gostam, ninguém teve coragem de falar na minha cara que odeia minhas pinceladas, mas não consigo me dedicar apenas aos traços. Escrever, essa paixão exige bastante dedicação e disciplina para não abandonar a estória na metade. Quem me lê há algum tempo sabe que tenho mania de deixar pela metade idéias que poderiam ser desenvolvidas e concluídas.
A arte é apaixonante e só vejo nela a expressão livre, mas não é a única forma de criar. Meu idealismo quer criar com tudo, quer mudar o mundo, quer ser herói. Mesmo que tenha de seguir regras, mesmo que haja limitação, a criatividade é exatamente superar limites. Na arte não existe limite. Criatividade é lidar com a realidade transformando-a, de preferência, em algo melhor. E resolver um problema, um conflito, uma situação embaraçosa com criatividade não é muito fácil. A realidade nem sempre é tão inspiradora, acolhedora e possível quanto a arte. Por isso que está certo o ditado “Viver é uma arte”. E todo mundo usa a criatividade na vida, pro bem e pro mal. Speed porco existe em todo lugar. A pessoa é criativa ao resolver ou causar um conflito, a necessidade força a criação. Talvez seja por isso que não consigo ousar: não consigo ver a necessidade de e, portanto, evito a fadiga. Sigo quase criando, quem sabe até inspirando, quem precise mais do que eu…
Música de hoje, celebrando nossas semelhanças, por que no fundo, no fundo somos todos caveiras – Bones – the Killers
Prece pela minha paixão
Julho 22, 2009 at 3:03 pm | In Brisas | Leave a CommentTags: desejo, empatia, megalomania
Que eu nunca me esqueça do que sinto quando vejo alguém ser humilhado na minha frente, que nunca me falte coragem para lutar pelo respeito mútuo.
Que as pedras no caminho sejam duras o suficiente para que possa subir em cima delas, e que as quedas nunca sejam tão duras ao ponto de não permitirem levantar-me novamente.
Que eu seja sempre minha referência e juíz, que a estrada que me leva seja ladeada pela boa-vontade e que a motivação seja sempre evoluir o todo.
Que a tristeza pela burrice e alienação alheias não me impeça de combater a indiferença para com o sofrimento dos homens, que eu nunca me conforme com injustiça e que sempre tenha voz para manifestar meu desejo de paz.
Que eu nunca veja com meus próprios olhos a maldade de que só o ser humano é capaz de cometer, que eu nunca tenha oportunidade de fazer justiça com minhas próprias mãos e que o tempo apazigüe meu instinto de Erínia.
Que nunca o tempo me faça séria e sisuda, que a graça da alegria que carrego seja sempre um refúgio para quem se deixou tomar pelo desânimo. Que eu nunca deixe de fazer essa prece pelas minhas paixões e que o amor cresça cada dia mais.
Música hoje? Vamos de Devil’s Dance – Metallica (sim, eu não vou crescer nunca)
13 de julho! ROX a lot!
Julho 14, 2009 at 4:13 pm | In Brisas | 4 CommentsTags: Lia´s
Dia do Rock… Muito legal essa idéia. Espero que com a morte do Michael não inventem um dia do Pop… Ou um dia da “música de quem tem medo de morrer e fica adulando a igreja” quando o Roberto Carlos morrer… Enfim, não tem muito o que falar. Ontem foi dia do Rock, eu não vi nada especial, dormi cedo, esqueci de ver o único dia que presta na MTV, trabalhei feito uma camela, quase nem escutei música… Só queria registrar que I love Rock and Roll!
Música pra atraso de comemoração: Do you remember Rock and Roll Radio – Ramones (e quem não gosta de Ramones é um tangão)
Visto minha camisa
Julho 10, 2009 at 11:44 am | In Brisas | 4 CommentsTags: empatia, presunção, utopia
Obrigada! Eu prefiro resolver a reclamar. Tudo bem que meu blog só tem reclamações, aqui é onde eu registro os anseios para depois colocar alguma coisa em prática, é onde pratico a teoria. Mas, obrigada! Todo dia eu enxergo o quanto tenho pra agradecer, me esforço para não ser ingrata com a vida maravilhosa que tenho. Dizem que é a ignorância a rainha da felicidade, talvez seja a rainha da tristeza também. Enquanto tantos são os que não têm tempo nem pra pensar na vida, pois precisam trabalhar muito duro para sobreviver, muitos têm tempo de sobra pra pensar nisso e em muito mais, e pensam que são infelizes pelo privilégio. Reclamar não resolve, só alivia. É só um ponto de afirmação, o estaleiro da ação que pode contrariar o incômodo. E não é preciso muito para agir. A sensação de impotência que faz os “não-ignorantes” sentirem-se infelizes pode desaparecer. Sim, mais uma utopia da tia Lia, mas se funcionou pra mim, por que não contaminar você, pobre leitor? Cresci ouvindo que nada é pior que um bom conselho acompanhado de um mal exemplo. Mi madre sempre foi fumante e falava pra eu e meu irmão nunca chegar perto, que era um vício terrível e etc. Ambos fumamos. Não é culpa dela, mas a idéia não tem credibilidade se não for vivida. Não posso sentar em cima do meu rabo e falar do rabo alheio. Se na casa do ferreiro o espeto é de pau, sinal que o espeto que ele faz é uma merda!
Resumindo a tortura, mes amis, ao viver o que acredito estou contribuindo para um mundo como idealizo, ao colocar em prática no meu dia-a-dia tudo o que prego, teorizo e defendo estou agindo para realizar meus sonhos. Não preciso ser ignorante para ser feliz, nem preciso me ocupar tanto ao ponto de não ter nem ao menos tempo pra pensar na vida, só preciso acreditar que estou fazendo o melhor que eu posso, e descansar com a consciência leve e o coração tranquilo por realmente fazer minha parte, pelo menos na minha vida. E todo mundo tudo está conectado na vida…
Música pra sexta.. Ah, eu adoro sexta!!! E estou numa fase Artic Monkeys, então vou ser legal e dar um link pra vocês baixarem cds dos caras aqui e a música que anda na minha cabeça nos últimos dias: 505 – Arctic Monkeys
Alpinista virtual
Julho 6, 2009 at 11:43 am | In Brisas | 3 CommentsTags: chata, escrever, intolerância
Não são uma nova espécie de gerson, são apenas a repaginada do alpinista social para o mundo virtual. Não conseguem prestar atenção nos outros por que precisam chamar atenção para si mesmos, são os frequentadores das seções de comentários das páginas da moda, em geral nem se dão ao trabalho de tentar entender o que vão comentar, apenas querem marcar presença. Fatalmente resolvem criar uma página para si e resolvem “trocar” links com os blogs que frequenta. Em geral não têm muita criatividade, então republicam o que está `bombando`na web ou juntam uns camaradas mais `inteligentes` ainda pra fazerem piadas sobre inclusão digital e ridicularizarem pessoas mais ignorantes.
A fórmula é bem básica e funciona tanto no mundo virtual como fora dele. Escolhem com o que vão chamar atenção: sexo, mundo cão, futebor, intolerância, etc. Vestem o tema com uma roupa atraente, pode ser a fantasia de dicas sobre isso ou de religião daquilo. Comentam no maior número de blogs de alpinistas vistuais que conseguem e voilá! Logo conseguem muitos acessos e muitas pessoas brilhantes concordando nos comentários com tudo que republicaram. Tem uma porrada de blogs `geniais` com essa fórmula. Nada demais, é o que o povo quer ver. Se essa fórmula funciona é por que está certa, esses são os blogs que os idiotas internautas querem acessar. Fora o orkut, claro. Ah, segunda é difícil, gente… Perdoem a intolerância, mas é que o ibope é que sustenta a idiotice… Se um dia eu for muito pop, vou ficar com a pulga atrás da orelha me perguntando em que ponto minha idiotice se tornou patológica…
P.S. Claro que também existem bons blogs com conteúdos próprios e tudo mais, inclusive o alpinista virtual tenta pescar nos comentários desses blogs também… Este post não é nada pessoal, então não sejam idiotas…
Só foo pra alegrar a segundona…: The Pretender – Foo Fighters
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