Lia Drumond

É só um blog…

Primeira vez no hospital

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Na sexta, consulta no pediatra. O dr. Zeca, médico muito legal, que cuida do Américo desde que ele tinha 10 dias de vida e até já apareceu numa propaganda do Danoninho; tem um consultório cheio de brinquedos espalhados, para as crianças brincarem e também, involuntariamente, deixarem seus vírus e contribuírem para a resistência do sistema imunológico alheio. O Américo estava dez, 76 centímetros e dez quilos. Saúde perfeita. Um tourinho. No dia seguinte…

Ele acordou afônico, mas estava bem. Sem febre, ativo, comendo numa boa. Não nos preocupamos. À tardezinha, quando o colocamos para tirar uma soneca, ele começou a chorar e ter dificuldade para respirar. Entrei em pânico. Fomos pro hospital, laringite viral. Tomar um remédio que só de ler a bula eu fiquei com medo, fazer inalação de seis em seis horas (ainda bem que eu tenho um aparelho em casa!) e rezar. Ele já está melhorzinho, a voz apareceu junto com uma tosse feia. Ele está dodói. Vomitando, de vez em quando por causa da tosse, aparentemente.

E eu estou me sentindo péssima. Hoje é meu primeiro dia em um novo emprego. Na verdade, é a primeira vez que vou trabalhar fora de casa e com horário definido desde que  o Américo nasceu. Tudo bem que é meio período, mas já me sinto tão culpada… Por um lado, eu preciso voltar ao trabalho de verdade, por outro, ele é só um bebê ainda. Sad but true. E parece que ele advinhou. Me disseram que isso é comum: o filho adoecer quando a mãe volta ao trabalho. Mas eu nem comecei ainda…

Nesse exato parágrafo o texto foi interrompido por uma vomitada fenomenal na Lu, a pessoa que me ajuda a cuidar dele. E ajudei a limpar toda a nojeira, dei um banho nele e ele adormeceu. TADINHOOOO! Me parte o coração em caquinhos saber que ele está assim e me dá um pouco de medo saber que o pai vai cuidar dele sozinho enquanto eu estiver no trabalho. Ele é um ótimo pai, supercarinhoso, mas é meio desajeitado. Ok, eu sei que o menino vai sobreviver. Mas onde fica o drama? Viu no que dar contar vantagem sobre o próprio sossego em relação aos filhos?

Written by Lia Drumond

janeiro 21, 2008 às 8:56

Publicado em Maternidade

5 Respostas

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  1. Hahaha!
    “Vomitada fenomenal” foi hilário!
    Eu rí!
    Mas tadinho!
    Também não sei como irei reagir quando tiver meu filho e tiver que voltar a trabalhar!
    Beijo!

    Kid_Limão

    janeiro 21, 2008 at 10:44

  2. Lia, criança é isto mesmo. Tivemos três (uma menina, e dois meninos, hoje adultos). Eu não tenho dúvida nenhuma de que o dia mais feliz de minha vida foi quando nasceu a minha filha. Eu até que tinha jeito para cuidar deles, trocar fraldas, dar uma mamadeira. O resto era com a mãe, minha esposa, que infelizmente já não está mais entre nós desde março/2006. Desculpe-me falar disso.
    Gosto do seu blog porque você fala de assuntos humanos, da vida humana, de nossas dificuldades, alegrias e preocupações.
    Um beijo pra vocês todos.

    Adelino

    janeiro 21, 2008 at 19:54

  3. Ai menina, eles crescem tão depressa que toda a dor dessa fase vira delícia num minuto.
    beijão

    Elaine

    janeiro 22, 2008 at 14:18

  4. Lia, apenas para lhe dizer que deixei um comentário lá nos seus contos, naquele que fala do menino tímido que se apaixonara pela colega.
    Bjs

    Adelino

    janeiro 22, 2008 at 15:58

  5. Melhoras pro bebe e boa sorte no trabalho.
    😉

    Adri

    janeiro 23, 2008 at 21:40


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