Lia Drumond

É só um blog…

Fêmea Alfa?

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Talvez isso tenha começado na infância, talvez pela falta da figura paterna e ter tido como exemplo de conduta apenas uma grande fêmea alfa, mi madre. Mas acho que ela também não escolheu esse estilo de ser, apenas o assumiu como única maneira de sobreviver e criar seus filhos. Depois de ouvir alguns amigos me definirem assim, perdi o sossego… Fato é que adoraria não ser dominante, adoraria deixar alguém cuidar de mim, decidir o que é melhor, escolher o restaurante, mas não sei fazer isso, acho que nunca aprendi a ser frágil. Sensibilidade não é fragilidade, pelos Deuses… Talvez por ser alfa eu afaste os homens fortes e atraia apenas os fracos. E aí tudo vira uma bosta, porque eu não queria ser alfa 100% do tempo, cansa demais levar o mundo nas costas, cansa mais ainda suportar a fragilidade alheia o tempo todo. Eu adoraria não ser alfa, ser daquelas fêmeas que suportam e fazem de tudo em nome do “casamento”, que se dedicam ao outro e são tão altruístas que só se realizam na felicidade da família. Mas ser fêmea alfa é liderar, é estar só a maior parte do tempo, é ser temida, invejada e admirada de longe. É se bastar demais, e isso é tão solitário… Eu queria muito precisar de alguém, mas não consigo mais. Virei leoa, de verdade…

Som pra domingueira: Diggin the grave – Faith no more

 

Written by Lia Drumond

junho 29, 2008 às 21:17

Publicado em Brisas

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