Lia Drumond

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The Graveyard Book – Neil Gaiman … S2

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Eu sou suspeita, é meu autor favorito ever e como nunca quis crescer para admirar a tristeza do realismo jornalístico de fato, indico mais um do tio Neil, que ainda não tem versão em Português, mas não demora nada pra sair. The Graveyard Book é uma visão mais dark do Livro da Selva, de R. Kipling. Só que em vez de ser criado por lindos animais da floresta, o bebê orfão vai parar no cemitério. Um casal de fantasmas que nunca teve filhos se comove com o pedido da mãe fantasma, que os implora para proteger seu filho do assassino que matou o resto da família.

Nobody Owens (eu traduzi como “Ninguém Manda”) é Bod, o menino que cresce no cemitério e vive aventuras sobrenaturais com o mesmo olhar crédulo  de qualquer criança, que não faz distinção do que é possível ou não, apenas se deixa surpreender pela vida, ainda que cercado de morte. Por ser aceito entre os mortos pela própria “Lady on the Grey” – a Morte, ele ganha o que os “moradores” do cemitério chamam de “the graveyard freedom” (a liberdade do cemitério) o que lhe permite aprender coisas de fantasmas, ghouls (esses me deram medinho) e seres muito sinistros, como seu protetor “Silas”, que pode sair do cemitério e andar entre os vivos e, por isso, é o encarregado de trazer comida para Bod. Ele usa tudo o que aprendeu pela sua vida com os mortos para enfrentar o assassino de sua família, Jack-of-all-trades, e acaba enfrentado uma ordem secreta que espera pelo nascimento de Bod há séculos para poder matá-lo.

Enfim, são tantos personagens incríveis que é inevitável pensar que cada um deles  poderia ter um livro só pra si, atiçam a imaginação e nos fazem querer mais. Talvez essa seja a grande mágica do tio Neil, o cara faz quem o conhece querer mais de sua obra. Não vejo a hora de sair a versão duPiniquim para eu dar de presente pra mamãe, que virou fã depois de ler Belas Maldições e Deuses Americanos. Claro que a versão em inglês exige alguma paciência apesar de ser muito melhor, o vocabulário não é exatamente difícil, mas intermediários vão ter que ler com o dicionário por perto. Era pra ter escrito essa resenha há tempos, desde a parada gay, li enquanto estava presa durante 7 horas no carro durante uma viagem à ZeBo. Vale a pena, apesar de ser considerado infanto-juvenil é para qualquer idade, fantasia é para qualquer idade, sonho é para qualquer idade… Odeio essas classificações-bunda… E não podia fechar um texto sem reclamar de alguma coisa, né?

graveyard

Foo de hoje: Times like these – Foo Fighters

Written by Lia Drumond

agosto 27, 2009 às 10:31

Publicado em Livros

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4 Respostas

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  1. hahaha, reclamar eh pq a vida nao está perfeita, e se estivesse nao valeria a pena vivê-la. vou ler, me interessei, nem conhecia o cara. (uma coisa: nao conte o final do livro, as vezes desinteressa o leitor.) mas essa coisa de ter q ter um dicionário, vale pra qq livro pra qq pessoa com qq grau de experiência. leio livros em portugues com dicionário no lado; falo ingles fluentemente e mesmo assim vivo com o dicionário.

    tchau! bom fds

    euclides jardim

    agosto 28, 2009 at 8:20

  2. Bom, eu não contei o final… E só procuro no dicionário quando uma palavra me impede o entedimento do contexto…. E leia Neil Gaiman, vai fazer muito bem pra sua vida (e talvez morte)… Bjs e bom finde tb!

    Lia Drumond

    agosto 28, 2009 at 11:45

  3. neil gaiman rlz,
    comentou no malvados, ganhou um comment aqui
    bjo

  4. Conhecer a obra do Gaiman foi uma revolução na minha vida. O que eu li de coisa por meio das intertextualidades dele, não foi brincadeira… E até hoje leio e releio Sandman com a mesma avidez de 20 atrás…

    Álisson da Hora

    agosto 31, 2009 at 1:36


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