Lia Drumond

É só um blog…

Menino ou menina?

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Eu queria uma filha menina quando nem queria filhos. Achava que criar uma mulher seria mais fácil, afinal somos mais inteligentes e maravilhosas… Quando meu filho nasceu, percebi que o amor é, na verdade, uma construção. Não foi o fato de gerá-lo em meu enorme barrigão que me fez amá-lo, nem o fato de ele ser o menino mais incrível do mundo; foi o tempo. Se fosse necessário gerar para amar, o pai nunca amaria seu filho ou então amaríamos tudo o que nosso corpo gera… Urghhh….

Cuidar, ver suas pequenas conquistas e superação de cada novo desafio, o cultivo da paciência e da humildade em reaprender a aprender… Ter filhos nos deixa mais maduros, mais conscientes de nosso papel no mundo e no futuro, mais corajosos na defensiva e covardes no ataque, temos muito à perder quando nos tornamos pais e ganhamos o maior presente do mundo. Ganhamos o maior medo e o maior orgulho de nossas vidas, não importa o sexo, não importa nada, na verdade. Não sei se outros pais pensam assim, mas apesar de todas as expectativas e sonhos que inventamos para nossos filhos cumprirem (e eu viajo nessas), só tenho realmente duas exigências em relação ao Américo e ao seu (sua) futuro (a) irmã(o): não morrerem antes de mim e serem felizes enquanto eu estiver olhando. Nada deve ser mais duro do que perder um filho ou sabê-lo infeliz.

Claro que o próximo eu queria uma menina, mas acho que o Américo ficaria melhor se tivesse um irmãozinho, pra ensinar as coisas de menino e ser um amigão… Só sei que ter filhos é bom para a personalidade de pessoas boas. Pessoas ruins deveriam ser castradas. Gente que não tem filhos (ou ficou tempo demais longe dos que teve para trabalhar e acabou se afastando gradualmente) vive arrumando o que fazer, sarna pra se coçar. Geralmente trata algum bicho como se fosse gente, negando sua natureza para torturá-lo com o afeto que não tiveram coragem de dar para outro ser humano. Seres humanos inevitavelmente nos decepcionam durante a convivência, animais não são capazes de nos ofender em nosso idioma, então acreditamos que eles não falam e, portanto, não nos agridem. Bom, isso não se aplica aos ailurófilos… E, também, animais geralmente morrem antes das pessoas e, assim, elas conseguem alguma atenção humana pelo sofrimento de perder seu bichinho tão importante e mais companheiro que os próprios filhos.

Eu era bem assim quando não pensava em filhos, criava gatos em casa, dormia com eles na minha cama, dividia o sofá, o sorvete, o bife, o ovo de Páscoa e passava perfume neles também…  Hoje em dia eu jamais arrumaria um desses por vontade própria, apesar de amar os bichanos do fundo meu coração motorizado. Acho que na velhice, se tiver sossego pra isso, quero criar uns no quintal do meu casarão assombrado e assustador no Hawaii.

Mas eu fugi da idéia inicial totalmente… Um dia quero conseguir concluir os pensamentos sem pular para outras idéias. Acho que isso deve ser bom para quem quer escrever um romance, afinal são muitas páginas de uma mesma história e as coisas têm que fazer sentido e não ser uma zona que nem esse post. A idéia era que não importa se é menino ou menina, o legal é se dedicar à outro ser humano e ensiná-lo a ser gente, o legal é ser a pessoa chata que vai ser referência para quando o filho for grande e tiver de ser chato com os próprios filhos. Menino e menina não são padrões de personalidade, apenas de gênero. Há meninas quietas e tímidas, há meninas que são da pá virada e até brigam bem. Há meninos terrivelmente espertos e traquinas e há meninos calados e introspectivos.

anime kids

Música? óraididen… Under my skin – Frank (my pal) Sinatra

Written by Lia Drumond

janeiro 14, 2010 às 11:32

Publicado em Maternidade

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3 Respostas

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  1. E tem gente tão ruim que, quando quer me atacar, usa meu filho, ofende o pequeno como se ele pudesse ter qualquer culpa pela infelicidade alheia… Tem comentários que não publico, sei que são pessoas infelizes que adorariam ser um pouco mais como eu e querem chamar a minha atenção. E, por não serem boas pessoas boas como eu, corajosas e que assinam embaixo das merdas que falam, essas pessoas deveriam ser castradas… Meu filho é sagrado tanto quanto o filho de qualquer desafeto, só covardes atacam inocentes ou usam inocentes para atacar quem quer que seja. Eu assino embaixo de mais essa merda que escrevo, o espaço é meu e posso fazer o que quiser… Inclusive não publicar sua agressão, idiota. Posso publicar a minha, poderia até fazer um post todo agredindo quem, por falta de argumentos ou inteligência para arrumá-los, usou inocentes para atacar um inimigo. À puta que o pariu (que não deve ter sido mãe tão legal quanto eu) e passar bem (longe). Afff…

    Lia Drumond

    janeiro 14, 2010 at 14:49

  2. Li, eu gosto do seu blog, procuro ficar uns bons dias longe dele pra quando eu ler, ter bastante coisa de uma vez só. Sou ansiosa e impaciente muitas vezes, por isso ando com as unhas roídas… meus unhões de bruxa sumiram, mas logo vou trabalhar pra tê-los de novo.

    Bjs muitoooo grandes pra você e pro meu sobrinho mais lindo do mundo!

    PS: ebaaaaa, vou ser tia de novooooo, kkkkkk!

    PS2: quem ousa falar um pio torto do Américo? Que coisa pequena…

    Guaci

    janeiro 15, 2010 at 0:07

  3. Ei, não brisa… Ainda não vai ser tia de novo. Mas logo mais, afinal demora uns meses pra nascer…. Brincadeirinha. Por enquanto só concebi a idéia.

    Lia Drumond

    janeiro 15, 2010 at 20:21


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