Lia Drumond

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Imaginação Sociológica 2

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Ano de eleições, hora de decidir o futuro. Gostaria de informar aos meus leitores que pesquisas realmente não são confiáveis. Como jornalista, gostaria de contar as sujeiras que vi, mas não posso por questões legais. Apenas posso afirmar que os lugares mais desonestos e decepcionantes em que já trabalhei foram institutos de pesquisa, fato que me ensinou a nunca acreditar nos supostos ‘resultados’ que as supostas pesquisas apresentam. Acredito que a solução para quem busca uma resposta seja olhar para dentro de casa. Esse post é meio reciclado, é um dos mais acessados do meu site (talvez por ser uma citação) e acho mais do que apropriado republicar hoje. >>>

“Quando uma sociedade se industrializa, o camponês se transforma em trabalhador;  senhor feudal desaparece, ou passa a ser homem de negócios. Quando as classes ascendem ou caem, o homem tem emprego ou fica desempregado; quando a taxa de investimento se eleva ou desce, o homem se entusiasma, ou se desanima. Quando há guerras, o corretor de seguros se transforma no lançador de foguetes; o caixeiro de loja, em homem do radar; a mulher vive só, a criança cresce sem pai. A vida do indivíduo e a história da sociedade não podem ser compreendidas sem compreendermos essas alternativas.

E, apesar disso, os homens não definem, habitualmente, suas ansiedades em termos de transformação histórica (…). O bem-estar que desfrutam, não o atribuem habitualmente aos grandes altos e baixos da sociedade em que vive. Raramente têm consciência da complexa ligação entre suas vidas e o curso da história mundial; por isso os homens comuns não sabem, quase sempre, o que essa ligação significa para os tipos de ser em que se estão transformando e para o tipo de evolução histórica de que podem participar. Não dispõem da qualidade intelectual básica para sentir o jogo que se processa entre os homens e a sociedade, a biografia e a história, o eu e o mundo. Não podem enfrentar suas preocupações pessoais de modo a controlar sempre as transformações estruturais que habitualmente estão atrás deles (…).

O que precisam (…) é de uma qualidade de espírito que lhes ajude a perceber(…) o que está ocorrendo no mundo e (…) o que pode estar acontecendo dentro deles mesmos. É essa qualidade (…) que poderemos chamar de Imaginação Sociológica.”    C. Wright Mills

Música pra hoje? Mkay… Saudades do velho game do Tony Hawk… Police Truck – Dead Kennedys (com minha nova professora virtual de guitarra)

Written by Lia Drumond

agosto 6, 2010 às 12:23

Publicado em Brisas

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